Ontem Elisa Ferreira respondeu às interpelações de representantes das juventudes partidárias, na Aula Magna da Faculdade de Medicina da UP. Mais preparada para responder a questões relativas à acção social, muito menos para dar respostas concretas a perguntas sobre cultura e educação. Foi útil pela iniciativa em si, de ouvir candidatos numa lógica de proximidade a que não estamos habituados, mas foi, também, revelador: uma certa "apatia" da candidata, facilmente confundível com tranquilidade e serenidade... e uma generalidade e impreparação dos interpelantes, bem colados aos estereótipos do slogan por que militam.
Qualquer alienado perceberia a lógica de ataque candidata/defesa recíproca da coligação PDS/CDS, a revolta incompreensível no tom das perguntas do Bloco de Esquerda, o esforço quase sofrido do PCP, o desânimo de um PS que sabe estar numas eleições para perder.
E digo isto com um misto de louvor e de pena. Não deixa de ser bom ver gente nova com interesse na política, sobretudo na política da cidade, da sua cidade. Mas não sei que trovoada seria preciso para dar chama acesa à discussão, qualidade na oratória e vontade de falar para todos ouvirem.
É que, quando se assume um papel que não o de espectador, há que não ter medo de falar, e de falar bem, quando o pano sobe...
terça-feira, 7 de julho de 2009
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