sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Nova constatação

Há dias que marcam a diferença na nossa vida. Ou às vezes nem são dias, são momentos, breves mas intensos, em que damos por nós cheios de certezas, cheios de força, ou apenas cheios de paz.
Há atitudes dos outros que mudam as nossas vidas. Gestos que têm, outros que não têm, coisas de que não se privam, cedências que não fazem à nossa vontade (egoísta?) de querer - só - estar sossegado.
E no entanto há uma altura - momento ou época - em que o humor parece tomar conta de nós e nos rimos deste nosso estatuto de peça de xadrês ou de marioneta na comédia britânica de alguém. Rimo-nos do que antes nos fazia chorar, ou, no caso de as lágrimas terem secado há muito, de cansaço ou de tédio, sorrimos ao menos. Este riso-sorriso de nós mesmos é do mais saudável que há, e deve ser o princípio de uma escadaria qualquer que leva à sabedoria.
Seja apelidado de apatia por criaturas mais afoitas na vida social, de isolamento por pequenas vedetas do convívio fútil. Se estiver o sol a bater-nos nos braços e na cara, e o máximo em que pensarmos for no sol a bater-nos nos braços e na cara, queremos lá saber.
Os outros que vivam a correr para a roupa que têm de comprar, o mega-evento, a pseudo-delicadeza. Eu vou lá ter depois.